No reino da escuridão
No reino da escuridão mora um monge.
Nessa escuridão moram pedaços de silêncio entre o som de vidas cumpridas. Noutros dias, em todos os pedaços de chão descobrira vida. Noutros lugares, em todos os poços encontrara água que mata toda a sede. Noutros tempos, em todas as mãos sugara o amor.
Cada segundo é passado a olhar para cima, em direcção à luz. Na luz vivera, fora liricamente feliz, mas também nela saíra derrotado. Tornara-se monge para escapar à morte que é ficar sem destino.
Num golpe de susto, sobe. Cada degrau cumprido é aversão à luz e à escuridão. Rasga as vestes coladas de musgo envelhecido. Homem novo, descobre caminhos de sombra e brasa, rituais de iniciação em declínio, ascensão de tantos outros.
O seu pensamento desce, num lance, à penumbra, doce exílio do recolher sombras.
De olhos bem abertos sonhará, sempre, na sempre eterna noite.
Nessa escuridão moram pedaços de silêncio entre o som de vidas cumpridas. Noutros dias, em todos os pedaços de chão descobrira vida. Noutros lugares, em todos os poços encontrara água que mata toda a sede. Noutros tempos, em todas as mãos sugara o amor.
Cada segundo é passado a olhar para cima, em direcção à luz. Na luz vivera, fora liricamente feliz, mas também nela saíra derrotado. Tornara-se monge para escapar à morte que é ficar sem destino.
Num golpe de susto, sobe. Cada degrau cumprido é aversão à luz e à escuridão. Rasga as vestes coladas de musgo envelhecido. Homem novo, descobre caminhos de sombra e brasa, rituais de iniciação em declínio, ascensão de tantos outros.
O seu pensamento desce, num lance, à penumbra, doce exílio do recolher sombras.
De olhos bem abertos sonhará, sempre, na sempre eterna noite.

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