terça-feira, outubro 31, 2006

Virar à direita e seguir

Dou dois passos por dia.

Um bem de manhã, outro logo após a descida de qualquer objecto que se precipite pelo céu. Em direcções arritmicas arristo, lentamente, por um ou outro abismo que, de tão negro, grita dentro dos meus olhos.

Tacteio em jeitos de fada o tecto que cresce, ou as pernas que estão tão longe dos meus pés, as paredes que se contorcem em rebornos de cetim.

Onde está o fim deste labirinto? Onde encontrarei o jardim que perdi pelo caminho?

Procuro em mim a bússola que está escondida nos neurónios que são, afinal, emoção.
O caminho. Afinal era virar à direita.