Enaida
Enaida tem asas e não fala. Outrora os seus ombros carregaram lenha, os seus olhos piscaram de emoção e cantara junto ao rio. Aos poucos Enaida deixara de sorrir, mas iniciara um lento e silencioso diálogo com seres invisíveis que habitam as casas tristes.
Um dia levantou um monte de lenha com um movimento longo dos cabelos negros. A sua força atraíra as atenções e pediam-lhe que executasse as mais pesadas tarefas com um abrir de olhos, com levantar das pontas dos pés.
Todavia, Enaida tornara-se imune às súplicas, aos poucos fora-se tornando num ser com asas e sem fala.
Sem saber porquê fora arrastada pelos cabelos até à rua, exigindo-lhe um milagre. Longas facas escreveram sentenças na sua pele, longas varas entoaram o cântico dos seus ossos.
Enaida espera que a noite amiga a abrace e afaste os seus perseguidores. Enaida fita ao longe o rio e a sensação que é nele estar dentro.
Um dia levantou um monte de lenha com um movimento longo dos cabelos negros. A sua força atraíra as atenções e pediam-lhe que executasse as mais pesadas tarefas com um abrir de olhos, com levantar das pontas dos pés.
Todavia, Enaida tornara-se imune às súplicas, aos poucos fora-se tornando num ser com asas e sem fala.
Sem saber porquê fora arrastada pelos cabelos até à rua, exigindo-lhe um milagre. Longas facas escreveram sentenças na sua pele, longas varas entoaram o cântico dos seus ossos.
Enaida espera que a noite amiga a abrace e afaste os seus perseguidores. Enaida fita ao longe o rio e a sensação que é nele estar dentro.

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