Dinis, o rei leão.
Dinis acorda. Levanta os braços. Abre a boca. E cospe fogo. Os seus olhos são violinos sem cordas que embalam os olhos dos outros. As palavras parecem desenhadas ao pormenor. Este Dinis bem podia ser um dragão. Daqueles que vemos nos desenhos animados. Percorre todos os dias o mesmo caminho: vinte passos para a frente, cinco para a direita. Entala a cabeça entre as grades e ruge como quem pensa em falar. Ruge, ruge, meu Dinis. Porque hoje acordei contigo neste jardim.

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