Chama
Dentro de mim vive uma chama. Não um fogo que arde e consome, nem o oposto descrito por Camões. Dentro de mim a chama é uma voz lenta que diz infinitamente o meu nome.
Mas se mo perguntarem não o sei dizer.
Sei o que faço. Sei, por vezes, o que digo.
Vendo-me. Até tenho anúncio no jornal. Um no Correio da Manhã, outro no Público. Há que ser democrático. Um dia terei um anúncio no Guardian.
A chama vive dentro do vender-me, sem remédio. Vive dentro do quarto alugado que há em mim. Vejo, nos meus sonhos, grandes cartazes que dizem o meu nome e dentro dele só rimas falsas no entreter da vida, do espanto de pôr um preço exacerbado em partes de mim que antes fossem de carne, que antes fossem vivas para poderem morrer, apodrecer e esquecer o anonimato do esquecimento.
Oiço o batimento deste chamamento. O meu coração procura seguir os seus ritmos. Mas eu vendo-me.
Mas se mo perguntarem não o sei dizer.
Sei o que faço. Sei, por vezes, o que digo.
Vendo-me. Até tenho anúncio no jornal. Um no Correio da Manhã, outro no Público. Há que ser democrático. Um dia terei um anúncio no Guardian.
A chama vive dentro do vender-me, sem remédio. Vive dentro do quarto alugado que há em mim. Vejo, nos meus sonhos, grandes cartazes que dizem o meu nome e dentro dele só rimas falsas no entreter da vida, do espanto de pôr um preço exacerbado em partes de mim que antes fossem de carne, que antes fossem vivas para poderem morrer, apodrecer e esquecer o anonimato do esquecimento.
Oiço o batimento deste chamamento. O meu coração procura seguir os seus ritmos. Mas eu vendo-me.

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