Passagens estreitas
Caminho por passagens estreitas.
Dentro da fada que me olha, sem alento, vejo um novo ser emergente que provavelmente me irá substituir sem ter medo de fazer todas as imagens que mentalmente abomino.
Chega de permanecer à espera de um futuro. Mas a minha natureza doida e marada empurra-me para todo o desatino que é permanecer.
Chega de silêncios forçados, de falsas doçuras e falsos dentes dentro de falsas bocas e dentro de ocas mentes.
Não suporto mais os dias que se acumulam em anos e dentro desses anos apenas o tique taque do tempo que martelo a minha carne feita em bifes para fritar.
Acabarei por abrir os trincos e esperar que os ventos me tragam a dor.
Dentro da fada que me olha, sem alento, vejo um novo ser emergente que provavelmente me irá substituir sem ter medo de fazer todas as imagens que mentalmente abomino.
Chega de permanecer à espera de um futuro. Mas a minha natureza doida e marada empurra-me para todo o desatino que é permanecer.
Chega de silêncios forçados, de falsas doçuras e falsos dentes dentro de falsas bocas e dentro de ocas mentes.
Não suporto mais os dias que se acumulam em anos e dentro desses anos apenas o tique taque do tempo que martelo a minha carne feita em bifes para fritar.
Acabarei por abrir os trincos e esperar que os ventos me tragam a dor.

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