domingo, fevereiro 11, 2007

Aquela casa

Sonho com aquela casa.

Entre as portas que se abrem e nunca se fecham estão quartos que foram cozinhas e salas com telhas de vidro. Os tectos ondulam e o chão é imprevisível nos seus motivos. Dentro dos guarda-fatos existem rastos de gente e rastos de ratos.

Naquela casa vive um anoitecer. Sinto uma aragem por entre os dedos. A vida que foi está lá entre o pó e o silêncio. A casa chama-me.

«Ouve, dentro de mim estão dias completos e a eternidade de pedras ruivas».