terça-feira, abril 17, 2007

Quase nada

Rodopiam mundos.

À esquerda, pontes de madeira que, sob os pés, flutuam sem águas.

À direita, ramagens densas. Parece a descoberta de um planeta azul-choque, entre a escuridão de quase nada.

Nomear o mundo é torná-lo presente, ao alcance de uma mão.

Uma ponte alta. Um sol quente. A água doce em fúrias. O cheiro a serra. O som de bichos com asas. Vozes humanas aqui e ali. Humidade escondida em nesgas subtis das sombras.

Mastiga-se aos blocos este mundo de solavancos. Esse sabor sabe a quase nada. Quase.

Nomear para persistir.