O mosaico
Era azul e tinha flores partidas.
Sempre que pisava o mosaico tentava tornar o peso do corpo mais leve.
Com a lamparina na mão, percorria a cidade em busca de encontros para rever a humanidade que julgara perdida entre as noites de galinheiro.
Pousava lentamente o fragmento de luz no chão e escondia-se entre o arvoredo para recuperar a linguagem dos homens.
Ouvia as suas vozes tristes, com o lento arrastar dos fenos; ouvia os risos de álcool com as mangas das camisas pendidas num doce acariciar de calçada; ouvia os sons da loiça lavada na fonte, entre murmúrios das mulheres de preto.
Saciado, voltava, com pés mais fortes, até descobrir o mosaico eterno - o mosaico do despertar.
Sempre que pisava o mosaico tentava tornar o peso do corpo mais leve.
Com a lamparina na mão, percorria a cidade em busca de encontros para rever a humanidade que julgara perdida entre as noites de galinheiro.
Pousava lentamente o fragmento de luz no chão e escondia-se entre o arvoredo para recuperar a linguagem dos homens.
Ouvia as suas vozes tristes, com o lento arrastar dos fenos; ouvia os risos de álcool com as mangas das camisas pendidas num doce acariciar de calçada; ouvia os sons da loiça lavada na fonte, entre murmúrios das mulheres de preto.
Saciado, voltava, com pés mais fortes, até descobrir o mosaico eterno - o mosaico do despertar.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home