quinta-feira, abril 19, 2007

Marinheiro de água doce

Mar... Apelo a ti. Sigo as tuas pegadas porque esqueci as dele. Durmo ao teu lado com o teu cheiro entalado nas narinas. Ele não conhecia o teu cheiro nem sabia ouvir-te. Eu sei. Rogei-te para seres meu. Rasguei os meus joelhos, feri as mãos e perdi os pés. Sem nada fiquei e por sem nada ter conheci-te tão profundamente quanto tu te conheces. Guardei-te naquela caixa de palhaço para não ser sempre marinheiro de água doce.