quarta-feira, abril 01, 2009

Jamais

O ar salgado preenche os poros abertos da minha pele. Sou o mar. Sou o seu sal. O sal que tu provas lentamente. E esqueces a tua boca em mim para eu guardar-te no meu abraço. Eu sinto. Tu sentes. És minha. Só minha. Não te irei perder, jamais.

sexta-feira, março 06, 2009

Em nada...

Não te perdi, nem te esqueci, simplesmente...
ignorei-te
Escondi-me no meu silêncio e quando sentia saudades de ti, tapava-me com o meu manto mágico da solidão...
perdi-me
muitas vezes
imensas...
E hoje tive a coragem de calar o meu silêncio
escrevi-te...
escrevi sem pensar em nada

Pontes


Não sei...

Este caminho...

Será longo?

Curto?

Difícil?
Escuro?
Sinistro, talvez...
Quem sabe?
E este vazio que sinto ambiciona os meus braços, as minhas pernas, os meus sentidos, a minha alma...
Porquê?
Porquê?
Porque razão Ele não me dá uma simples bússola?

segunda-feira, setembro 24, 2007

Esquisito


Passos a menos

Água que ri e chora.
Congela com medo.
Não dês um passo se desconheces o que vem.
Para quê ir se podes ficar?
Fica no teu lugar e cumpre o teu destino: ser inútil.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Um passo na água


O véu

Nas brumas amanhece um novo dia. Entre os difusos raios de sol está a esperança de um dia melhor, no discorrer do tempo por entre obstáculos de neblina.
Ao longe ouvem-se gritos e não sei dizer de onde vêm. Será que a minha boca transgride o silêncio sem o querer? Não posso acreditar que tanto empenho se eclipse por detrás de uma neblina tão fina como véu de uma noiva sem casar.

domingo, agosto 19, 2007

Glória!


Fantasma?

Descubro lentamente as tuas pegadas. Os teus sorrisos escondidos nas paredes. O teu olhar atrás das nuvens. Sinto o coração cheio. És mesmo tu?

quinta-feira, julho 12, 2007

Fantasmas


segunda-feira, junho 25, 2007

O mosaico

Era azul e tinha flores partidas.

Sempre que pisava o mosaico tentava tornar o peso do corpo mais leve.

Com a lamparina na mão, percorria a cidade em busca de encontros para rever a humanidade que julgara perdida entre as noites de galinheiro.

Pousava lentamente o fragmento de luz no chão e escondia-se entre o arvoredo para recuperar a linguagem dos homens.

Ouvia as suas vozes tristes, com o lento arrastar dos fenos; ouvia os risos de álcool com as mangas das camisas pendidas num doce acariciar de calçada; ouvia os sons da loiça lavada na fonte, entre murmúrios das mulheres de preto.

Saciado, voltava, com pés mais fortes, até descobrir o mosaico eterno - o mosaico do despertar.