sábado, abril 21, 2007

Poço do Inferno


quinta-feira, abril 19, 2007

Marinheiro de água doce

Mar... Apelo a ti. Sigo as tuas pegadas porque esqueci as dele. Durmo ao teu lado com o teu cheiro entalado nas narinas. Ele não conhecia o teu cheiro nem sabia ouvir-te. Eu sei. Rogei-te para seres meu. Rasguei os meus joelhos, feri as mãos e perdi os pés. Sem nada fiquei e por sem nada ter conheci-te tão profundamente quanto tu te conheces. Guardei-te naquela caixa de palhaço para não ser sempre marinheiro de água doce.

terça-feira, abril 17, 2007

Apelo ao mar


Quase nada

Rodopiam mundos.

À esquerda, pontes de madeira que, sob os pés, flutuam sem águas.

À direita, ramagens densas. Parece a descoberta de um planeta azul-choque, entre a escuridão de quase nada.

Nomear o mundo é torná-lo presente, ao alcance de uma mão.

Uma ponte alta. Um sol quente. A água doce em fúrias. O cheiro a serra. O som de bichos com asas. Vozes humanas aqui e ali. Humidade escondida em nesgas subtis das sombras.

Mastiga-se aos blocos este mundo de solavancos. Esse sabor sabe a quase nada. Quase.

Nomear para persistir.

segunda-feira, abril 16, 2007

A caminho de Ti


terça-feira, abril 10, 2007

Esquece tudo

Percorri ruas, tectos, luas e sóis. Quebrei a minha timidez em lascas comestíveis. Engoli em seco. Respirei. Dei o primeiro passo. Pedras, rochas, rochedos: obstáculos que ficam para trás. Confuso? Sim, muito! Esquece tudo o que te disse até hoje. Esquece tudo o que já escrevi. Um dia ousei descobrir. Consequência: encontrei-te deitada nas dunas da minha praia. É aí que te quero: sempre junto a mim.